O príncipe Andrew, segundo filho homem da rainha Elizabeth II da Inglaterra, qualificou de “insignificantes” as gratificações dos banqueiros, criticadas como uma das causas da crise creditícia.
“Não quero demonizar o setor bancário e financeiro. As gratificações, no esquema geral da vida, são insignificantes”, disse Andrew, em entrevista publicada hoje pelo jornal “The Daily Telegraph”.
O príncipe, representante especial do Reino Unido para comércio e investimento, é contra os excessos dos banqueiros que “abusaram do privilégio das gratificações”, mas acredita que “não se deve confundir uma planta com erva daninha”.
Além disso, o duque de York admitiu que tinha recebido advertências de que vinha uma crise, mas se declarou “comovido” pela envergadura da recessão, a pior sofrida pelo Reino Unido em 60 anos.
Os comentários de Andrew foram divulgados três dias depois que o Centro de Pesquisas sobre a Economia e os Negócios (CEBR) indicou que a City, centro financeiro de Londres, pagará 50% mais em 2009 em gratificações aos banqueiros que há um ano.
O lucro obtido pelos bancos, alguns deles resgatados com bilhões de dinheiro público, no segundo e no terceiro trimestre permitirão pagar cerca de 6 bilhões de libras (6,6 bilhões de euros) em gratificações, frente aos 4 bilhões de libras (4,4 bilhões de euros) do ano passado.
Esse montante se deve ao aumento do lucro e à redução da concorrência, devido ao colapso de entidades que não sobreviveram à crise.