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Primeiro-ministro pede à ONU que atue para deter terrorismo no Iraque

Arquivo Geral

02/11/2009 0h00

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, pediu hoje às Nações Unidas que atuem para deter as ações terroristas da organização terrorista Al Qaeda e do Al-Baath, ex-partido governante iraquiano, do falecido ditador Saddam Hussein.

“Chegou o momento que a ONU se movimente para garantir o fim do derramamento de sangue, resultado da mentalidade destrutiva do Al-Baath e da Al Qaeda”, ressaltou al-Maliki, segundo um comunicado de seu escritório.

O primeiro-ministro iraquiano fez as declarações após receber o enviado da ONU Óscar Fernández, que chegou ontem a Bagdá para investigar os atentados de 19 de agosto na capital, que deixaram 87 mortos e mais de mil feridos.

Além disso, al-Maliki pediu à ONU que reative a aplicação da resolução 1483, que proíbe a ingerência de outros países nos assuntos internos do Iraque e que deem refúgio aos “membros criminosos do regime iraquiano anterior”.

Nesse contexto, al-Maliki lembrou que o Governo de Bagdá trabalhou para fortalecer os laços com os países vizinhos sobre a base do respeito mútuo e interesses comuns.

No entanto, segundo ele, há países da região que intervêm nos assuntos do Iraque desde 2003, com o pretexto de que há tropas de ocupação.

“Nossas informações dos serviços secretos e de segurança confirmam que existem intervenções nos assuntos internos do Iraque, por isso pedimos (a esses países) que desistam dessa ingerência, mas não conseguimos convencê-los”, acrescentou.

Segundo ele, essas nações, que al-Maliki não identificou, têm como objetivo prejudicar o processo político iraquiano e que o Al-Baath retorne ao poder. “Por isso, não nos resta nada mais que pedir a intervenção da ONU”, afirmou.

Após os atentados de 19 de agosto em Bagdá, as autoridades iraquianas acusaram Damasco de dar refúgio a dois ex-membros do Al-Baath, que supostamente residem na Síria, cujo regime rejeitou extraditá-los ao considerar que as autoridades iraquianas não tinham apresentado provas suficientes.

Al-Maliki pediu, além disso, à ONU a formação de um tribunal especial para investigar esses ataques, cuja autoria foi assumida pela Al Qaeda.

Sobre o assunto, Fernández antecipou que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, “trabalha para chegar a um caminho que satisfaça o pedido do Governo iraquiano”.

“Chegamos até aqui para avaliar a situação de maneira geral e conhecer o grau de ingerência regional no Iraque”, disse Fernández.

Além disso, o diplomata argentino expressou a tristeza e a dor de sua organização pelos atentados.

“Esta é uma oportunidade para apresentar os pêsames ao Governo e às famílias das vítimas e a todo o povo iraquiano”, disse.

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