O primeiro-ministro do Líbano, tadalafil Fouad Siniora, approved disse hoje que seu Governo “não declarou a guerra nem nunca fará isto” contra o Hisbolá, mas instou o Exército a “cumprir suas responsabilidades e liberar as ruas de homens armados”.
Em discurso à nação desde o Palácio de Governo em Beirute, Siniora pediu um diálogo “incondicional prévio”, que deverá ser patrocinado por uma “parte neutra”.
O discurso de Siniora é sua primeira aparição pública desde que começaram os enfrentamentos, na última quarta, entre membros xiitas da oposição liderada pelo Hisbolá e partidários sunitas da maioria pró-governamental, confrontos que até agora já deixaram pelo menos 27 mortos e mais de 100 feridos.
O grupo xiita assumiu ontem o controle total das ruas do oeste de Beirute, de maioria muçulmana, enquanto o Exército permaneceu até o momento afastado dos confrontos, com o intuito de se manter em uma posição neutra.
Siniora abriu o caminho para uma revogação da decisão de seu Governo de acabar com a rede de telecomunicações do Hisbolá, pois “ainda não é oficial”, evento que é considerado o detonador da crise existente no país.
“Apelo ao Exército para que imponha o império da lei e que faça com que os homens armados abandonem as ruas e devolvam a normalidade à capital”, disse Siniora, que combinou palavras duras para o Hisbolá com ofertas de diálogo.
“Qualquer pessoa que carregar uma arma na rua será considerada um criminoso”, acrescentou.
O primeiro-ministro diz que a tomada da zona oeste de Beirute é “um golpe militar” e acusou o Hisbolá de “falar de paz e praticar a guerra”.
“Nosso verdadeiro inimigo é Israel”, declarou em várias oportunidades Siniora, que afirmou que “Hisbolá é que tem um problema com o Líbano”.
Siniora disse que a Síria, país que é acusado de apoiar o Hisbolá e que ocupou o Líbano durante quase 30 anos até 2005, é um “Estado irmão” com o qual seu Governo quer “uma relação proporcionada, baseada nos interesses mútuos e na amizade”.