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Primeiro-ministro da Hungria critica STF e defende Bolsonaro após condenação: ‘perseguição’

Por meio do X (antigo Twitter), Orbán afirmou que a esquerda tem utilizado o Judiciário como arma para perseguir líderes da direita

Redação Jornal de Brasília

15/09/2025 20h59

High Representative of the Union for Josep Borrell Fontelles talks to the media as he arrives at the European headquarters for the EU-Western Balkans summit, in Brussels, on December 14, 2023. – EU leaders agreed on December 14, 2023, to open talks with Ukraine on joining the bloc, after Hungarian Prime Minister Viktor Orban ducked out of his threat to veto the plan. The EU’s 27 leaders were focused at a crunch summit in Brussels on granting Kyiv a four-year 50-billion-euro ($55-billion) funding package and an agreement to launch formal EU talks for Ukraine on joining the bloc. (Photo by JOHN THYS / AFP)

São Paulo, 15 – O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado na última semana a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

Por meio do X (antigo Twitter), Orbán afirmou que a esquerda tem utilizado o Judiciário como arma para perseguir líderes da direita. “Em todo o mundo, a esquerda está usando os tribunais como arma para esmagar líderes conservadores”, escreveu.

O premier húngaro classificou a condenação de Bolsonaro como uma perseguição política. “Agora punido com 27 anos de prisão, o caso contra o presidente Jair Bolsonaro não é Justiça, é uma caça às bruxas política. Estamos com ele contra essa perseguição antidemocrática”, declarou.

A publicação teve repercussão entre familiares do ex-presidente. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro, agradeceu publicamente o apoio de Orbán.

“Muito obrigado, Primeiro-Ministro Viktor Orbán. A caça às bruxas que está acontecendo no Brasil é simplesmente inacreditável”, escreveu Eduardo Bolsonaro em resposta à publicação do primeiro-ministro.

“Seguiremos unidos e fortes nesta luta pela liberdade, que não é uma corrida de 100 metros, mas sim uma maratona. Que Deus nos ilumine, nos dê sabedoria e coragem”, completou.

Essa não é a primeira vez que o chefe de governo da Hungria faz críticas às instituições brasileiras e demonstra apoio a Bolsonaro. Em julho deste ano, quando o ex-presidente aguardava julgamento, Orbán declarou solidariedade, incentivando-o a “continuar lutando” e classificando a Justiça brasileira como uma “ferramenta de medo, não de Justiça”.

A relação entre Bolsonaro e o governo húngaro ocorre deste o mandato de Jair. Em fevereiro deste ano, apesar das restrições impostas pela Justiça brasileira que proibiam o ex-presidente de se comunicar com diplomatas e de se aproximar de embaixadas, Bolsonaro passou dois dias na Embaixada da Hungria, em Brasília

A estadia gerou questionamentos de autoridades e foi vista por investigadores como uma possível tentativa de evitar medidas judiciais no contexto da investigação sobre a trama golpista que resultou na sua condenação.

Estadão Conteúdo

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