O chefe do Governo israelense afirmou que “não vai tolerar nenhum tipo de vandalismo, especialmente os religiosos” e declarou que “o Estado de Israel é muito tolerante e também muito intolerante”, ressaltou comunicado seu escritório de imprensa.
“Atuaremos com rigor para encontrar (os culpados). Dei instruções às forças de segurança para levarem os responsáveis à justiça. Atuaremos contra eles com todo peso da lei”, declarou Netanyahu.
Ao menos 25 túmulos foram profanados na sexta-feira em dois cemitérios de Jaffa, região que pertence a Tel Aviv. Nas lápides foram escritas mensagens como “morte aos árabes” e “política de preços”, em referência à estratégia de radicais judeus de atacar propriedades palestinas como maneira de ressarcir-se dos ataques a judeus e desmantelamentos forçados de assentamentos por parte do Exército israelense.
No sábado à noite, um grupo lançou coquetel molotov no telhado da sinagoga do rabino Meir Baal Haness, também na localidade de Jaffa, de maioria árabe, onde 200 pessoas protestaram contra a profanação dos cemitérios.
Há uma semana, uma mesquita da aldeia beduína na região da Galiléia (norte do país) foi incendiada e em seus muros pintados com mensagens similares.
Outro santuário muçulmano na aldeia de Qusra, ao sul da cidade de Nablus, na Cisjordânia, foi queimado intencionalmente no início de setembro, o mesmo ocorreu na aldeia Maghayer, próxima de Ramala, capital administrativa da Cisjordânia, em junho.
A Assembleia de Bispos Católicos na Terra Santa pediu neste domingo às autoridades israelenses que “revisem o papel do Estado na educação dos cidadãos a respeitar a diversidade religiosa e o pluralismo” e lembrou sua obrigação de “proteger a todos, especialmente os locais de culto”.