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Primeiro-ministro britânico destaca ‘avanços’ com a China após reunir-se com Xi em Pequim

Primeira visita de um premiê britânico a Pequim desde 2018 resulta em acordos de cooperação, isenção de visto por até 30 dias e investimentos bilionários, em meio a um cenário geopolítico instável

Redação Jornal de Brasília

29/01/2026 12h24

Foto: Henry Nicholls/AFP

Foto: Henry Nicholls/AFP

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, destacou os “excelentes progressos” em questões como isenção de vistos e tarifas durante a reunião que manteve nesta quinta-feira (29) em Pequim com o presidente chinês, Xi Jinping.

A viagem de Starmer à China é a primeira de um chefe de Governo britânico desde 2018 e acontece após uma série de visitas de líderes ocidentais que buscam uma aproximação de Pequim, diante das políticas voláteis dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

Os líderes se reuniram no Grande Salão do Povo, onde ambos destacaram a necessidade de estreitar seus laços em meio às turbulências geopolíticas.

Starmer disse a Xi durante o encontro que a China é um “ator fundamental no cenário mundial” e que é “vital construir uma relação mais sofisticada”, que “também permita um diálogo significativo nas áreas” em que estão de acordo.

O presidente chinês destacou a necessidade de estreitar os laços com uma “visão de longo prazo”, no contexto do que chamou de situação internacional “complexa”.

“China e Reino Unido devem reforçar o diálogo e a cooperação, seja para manter a paz e a estabilidade mundiais ou para promover as economias e os meios de subsistência dos dois países”, disse Xi.

Posteriormente, o premiê britânico declarou aos jornalistas que a relação bilateral está “em uma posição sólida”, com avanços em questões como as tarifas sobre o uísque. E assinou uma série de acordos de cooperação após se reunir com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

Downing Street anunciou uma isenção de visto para titulares de passaportes britânicos que visitam a China por um período inferior a 30 dias.

Também foi fechado outro acordo de cooperação contra as cadeias de abastecimento utilizadas por traficantes de migrantes e concordaram em trabalhar para favorecer o acesso ao mercado chinês de empresas britânicas em setores como finanças, serviços jurídicos e saúde.

O dirigente britânico viajará na sexta-feira para Xangai, antes de fazer uma breve parada no Japão para se reunir com a primeira-ministra Sanae Takaichi.

Durante esta visita a Pequim, a gigante farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou que investiria 15 bilhões de dólares (77,74 bilhões de reais) na China até 2030.

Londres e Pequim viveram há uma década o que descreveram como uma “era dourada”, mas as relações entraram em crise a partir de 2020, quando a China impôs uma lei de segurança nacional em Hong Kong, uma ex-colônia britânica.

Violações de direitos humanos, acusações de espionagem e ataques cibernéticos, além do aparente apoio da China à guerra da Rússia na Ucrânia também prejudicaram as relações.

Li afirmou que agora “China e Reino Unido podem reiniciar sua era dourada”, após terem “retomado com sucesso o diálogo e as trocas em inúmeros âmbitos”.

AFP

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