No 65º aniversário do desembarque aliado do Dia D na costa francesa, pilule o presidente americano, Barack Obama, prestou tributo ontem aos soldados que desembarcaram na Normandia – episódio que ele qualificou como um marco da mudança do destino do século 20 e da consolidação da aliança entre os Estados Unidos e a Europa.
Em meio às homenagens – das quais também participaram o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, o príncipe Charles e o líder canadense, Stephen Harper –, Obama voltou a pedir avanços mais rápidos nas negociações de paz do Oriente Médio, criticou o programa nuclear iraniano e qualificou de provocativos os testes de bombas atômicas e de mísseis da Coreia do Norte.
Para Obama, os palestinos precisam se comprometer com a formação de instituições mais sólidas e isolar os radicais, enquanto Israel deve frear sua política de ampliação dos assentamentos. Nos casos iraniano e norte-coreano, ele defendeu a adoção de uma diplomacia mais firme por parte dos EUA e de seus aliados.
O discurso de homenagem no cemitério americano da Praia de Omaha, foi o último do giro de Obama que começou com visitas à Arábia Saudita e ao Egito.