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Preso por espionagem há 13 anos, agente cubano é libertado nos EUA

Arquivo Geral

07/10/2011 16h19

O cubano René González, que passou 13 anos preso nos Estados Unidos por espionagem, foi solto nesta sexta-feira (7), mas não poderá viajar a Cuba até cumprir três anos de liberdade condicional, algo muito criticado tanto por exilados quanto por grupos defensores do Governo de Cuba.

Primeiro a ser libertado entre os cinco agentes cubanos condenados por integrar a rede Avispa, González deixou o presídio Federal Correctional Institution, em Marianna, no norte da Flórida.

González, que tem nacionalidade cubana e americana, era esperado do lado de fora da prisão por suas duas filhas, seu pai e um irmão.

“Saiu às 4h da manhã (5h de Brasília). Se sente muito bem, feliz por estar do lado de fora, mas diz que está deixando para trás seus quatro ‘irmãos’ (os outros agentes cubanos presos). Foram longos anos de espera”, disse nesta sexta-feira seu advogado Philip R. Horowitz.

Em 2001, René González, Gerardo Hernández, Ramón Labaniño, Fernando González e Antonio Guerrero foram considerados culpados por conspirar e atuar como agentes estrangeiros sem notificar o Governo americano.

A rede Avispa foi desmantelada em 1998 e, segundo as autoridades, se infiltrou em grupos do exílio cubano e espionou instalações militares americanas no sul da Flórida.

O local onde González viverá e seus planos futuros se mantêm em segredo por razões de segurança, acrescentou o advogado.

Alguns exilados classificaram como “inaceitável” que González viva em Miami, centro da diáspora cubana nos EUA, porque acreditam que sua presença pode causar “conflito” entre a comunidade.

“Todos os que foram processados devem cumprir suas penas, mas deixarem-nos livres no sul da Flórida gera um conflito muito grande nesta comunidade, pois esses indivíduos vão viver entre nós e isso é inaceitável”, disse o ativista José Basulto, fundador do grupo anticastrista Hermanos al Rescate.

“Prefiro que o mandem para Cuba, é uma boa oportunidade para que renuncie à cidadania americana. Se quiserem, eu mesmo construo um barco para que ele retorne, com muito prazer”, ressaltou.

González, que é engenheiro de voo, nasceu em Chicago em 1956, mas foi a Cuba com sua família, originária da ilha, em 1961. Retornou aos EUA em 1990 e, em 1997, se uniu em Miami com sua esposa, Olga Salanueva, e sua filha Irma. A segunda filha do casamento, Ivette, nasceu nos EUA em 1998. A esposa de González foi deportada a Cuba depois do desmantelamento da rede Avispa.

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