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Presidente ucraniano sanciona ex-sócio por escândalo de corrupção

A medida foi tomada um dia após Zelensky ter forçado a renúncia de seus ministros da Energia e da Justiça, implicados em um esquema de lavagem de dinheiro no setor energético

Redação Jornal de Brasília

13/11/2025 8h26

Foto: HANDOUT / AFP

Foto: HANDOUT / AFP

O presidente ucraniano Volodimir Zelensky determinou, nesta quinta-feira (13), a aplicação de sanções a um colaborador próximo e ex-sócio envolvido em um escândalo de corrupção que abalou o país em meio à guerra com a Rússia.

A medida foi tomada um dia após Zelensky ter forçado a renúncia de seus ministros da Energia e da Justiça, implicados em um esquema de lavagem de dinheiro no setor energético.

Em meio ao escândalo, Zelensky anunciou, nesta quinta-feira, que visitou soldados que lutam na região sul de Zaporizhzia, onde os militares russos reivindicaram avanços recentes.

A rede elétrica ucraniana foi severamente danificada por ataques russos, que causaram apagões antes do inverno.

A medida presidencial impõe sanções econômicas “pessoais especiais” a Timur Mindich, empresário de 46 anos, incluindo o congelamento de seus bens. Investigadores identificaram Mindich como o mentor do esquema no qual US$ 100 milhões (R$528 milhões) em fundos do setor energético foram desviados.

Mindich é coproprietário da produtora Kvartal 95, fundada por Zelensky quando o atual presidente era um famoso comediante. O empresário, que deixou a Ucrânia antes do escândalo vir à tona, também é suspeito de ter influenciado decisões do alto escalão do governo, incluindo o ex-ministro da Defesa Rustem Umerov, atual secretário do Conselho de Segurança Nacional.

A ministra da Energia da Ucrânia, Svitlana Grinchuk, e o ministro da Justiça, German Galushchenko, renunciaram na quarta-feira a pedido de Zelensky, após a revelação do escândalo de corrupção.

Galushchenko, ex-ministro da Energia, também é acusado de receber “benefícios pessoais” em troca de conceder a Mindich o controle dos fluxos financeiros do setor energético.

Grichuk não está diretamente implicada nas acusações de corrupção, mas a imprensa ucraniana a considera uma confidente próxima de Galushchenko.

AFP

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