O presidente da Turquia, Abdullah Gül, pediu hoje que sejam “punidos” os culpados pelo ataque israelense à missão humanitária, que deixou ao menos 14 mortos, segundo a televisão israelense.
Em comunicado divulgado no site da Presidência da República, Gül afirmou que o Governo turco fará todo o necessário para preservar os direitos e interesses dos cidadãos turcos que viajavam na frota atacada.
Além disso, Ancara se reserva o direito de pedir todas as investigações necessárias e a punição aos responsáveis pelo ataque.
“Condeno o uso da força por parte das forças militares de Israel contra o comboio com ajuda humanitária a Gaza, no qual viajavam membros de organizações da sociedade civil de 32 nacionalidades”, disse o chefe do Estado turco.
“Com seu comportamento, Israel prejudicou seriamente a consciência pública internacional”, acrescentou. Segundo o comunicado, Israel põe em sério risco o processo de paz recém-retomado com os representantes palestinos.
“Espero que o bloqueio desumano (a Gaza) seja suspenso”, manifestou.
O líder turco pediu àqueles com “bom senso” dentro do Estado e na política israelenses que digam “basta” às ações como a ocorrida hoje.
Por outro lado, fez um apelo aos cidadãos turcos para que ajam de forma solidária e se comportem com “bom senso” nos protestos.
Segundo a emissora israelense “Canal 10”, pelo menos 14 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no ataque de uma unidade de elite do Exército israelense à “Frota da Liberdade”, um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária a Gaza.
O Exército israelense reconhece em comunicado a morte de dez ativistas durante a tomada de controle das embarcações, que aconteceu nesta madrugada a cerca de 20 milhas da faixa palestina.