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Mundo

Presidente taiuanês pede paciência para resolver diferenças com China

Arquivo Geral

10/10/2009 0h00

 A sensível melhora nos laços com a China no último ano não oculta as diferenças históricas difíceis de superar a curto prazo, disse o presidente taiuanês, Ma Ying-jeou, em seu discurso do Dia Nacional de Taiwan, realizado hoje.

“As diferenças e preocupações em ambas partes do estreito de Formosa estão baseadas em fatores históricos difíceis de superar de um dia para outro”, afirmou o líder.

A fim de avançar no caminho da cooperação e a paz “ambas as partes devem ser pacientes, enfrentar as realidades práticas e avançar de modo ordenado e gradual, para criar confiança mútua e encontrar pontos comuns”, assinalou Ma.

A melhora nos laços entre Taipé e Pequim não elimina nem a necessidade de manter um poderio militar para fazer frente a um possível ataque chinês, nem a exigência de ampliar seu espaço internacional.

“Apesar das espetaculares melhoras nas relações no estreito de Formosa, não passamos por alto a ameaça militar da China”, especificou o líder taiuanês.

“Todos os países veem com bons olhos a distensão no Estreito e muitos deles estão dispostos a desenvolver relações amistosas tanto com Taiwan como com a China”, disse Ma.

O presidente anunciou após sua posse, uma política externa “pragmática e flexível”, que abandona o passado interesse ilhéu em arrebatar aliados de Pequim e também ações pouco amistosas com relação à China.

“Abandonamos a fútil confronto” com a China nas Nações Unidas com a anual tentativa de ingressar como membro, com pleno conhecimento que Pequim tem o poder de bloqueá-la como membro do Conselho de Segurança, destacou Ma.

Agora a ilha procura participar de organismos especializados da ONU, sob nomes flexíveis que não suponham menosprezo para sua dignidade nacional e que sejam aceitáveis para a China.

“A diplomacia flexível é uma diplomacia de integridade, humanitária e de poder brando”, assinalou o presidente taiuanês.

Taiwan celebra hoje o 98º aniversário da fundação da República da China, pelo doutor Sun Yat-sen, e se considera sua herdeira já que o Governo da República da China se refugiou na ilha em 1949, após ser derrotado na China pelos comunistas.

China considera que a fundação em Pequim da República Popular China, dia 1º de outubro de 1949, extinguiu a existência da República da China.

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