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Mundo

Presidente sul-africano diz que renunciará quando a Constituição for cumprida

Arquivo Geral

20/09/2008 0h00

O presidente da África do Sul, clinic Thabo Mbeki, order deixará o cargo assim que “se cumprirem todos os requisitos constitucionais”, disse hoje seu porta-voz, Mukoni Ratshitanga, em resposta ao pedido de renúncia feito por seu partido, o governante Congresso Nacional Africano (CNA).

A renúncia de Mbeki poderia ocorrer quando o Parlamento se reunir e o presidente poderia ser substituído temporariamente à frente do Executivo pela titular da Assembléia Nacional, Baleka Mbete, segundo os comentaristas locais.

Após a breve declaração de seu porta-voz, Mbeki deve explicar pessoalmente nas próximas horas como renunciará.

O CNA pediu hoje a Mbeki que deixe a Presidência após acusá-lo de participar de uma suposta conspiração política para impulsionar o processo por corrupção do líder da legenda, Jacob Zuma.

Em entrevista coletiva em Johanesburgo, o secretário-geral do CNA, Gwede Mantashe, disse que o Comitê Executivo Nacional tinha decidido pedir a Mbeki que renuncie “antes do fim de seu mandato”, mo próximo ano, uma situação que não acontecia na África do Sul desde o final do “apartheid”, em 1994.

O secretário-geral do partido insistiu em que a decisão foi adotada para manter a “estabilidade” da legenda, onde houve uma forte luta interna desde que Zuma venceu Mbeki, em dezembro, como líder do CNA e candidato à Presidência do país.

Zuma foi vice-presidente de Mbeki até ser destituído em 2005 depois que seu assessor financeiro, Schabir Shaik, foi condenado a 15 anos de prisão por solicitar subornos, supostamente em seu nome, o que foi negado pelo líder do CNA.

A esquerda do CNA, representada por Zuma, acusou Mbeki de conspirar para promover o processo de Zuma por corrupção. O presidente do partido é favorito para o pleito presidencial da África do Sul de 2009.

Mbeki negou as acusações, as quais qualificou de “insultos”, e destacou que “não há fatos que as respaldem”. “A liberdade de expressão é o direito de dizer mentiras?”, questionou, em referência a dirigentes de seu próprio partido.

Também negou que influísse na Promotoria para recorrer da decisão do juiz Chris Nicholson, do Tribunal Superior de Pietermaritzburg, que, sem determinar se Zuma era culpado de corrupção, o liberou na sexta-feira das acusações que pesavam contra si por erros em sua atuação fiscal.

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