“A Sérvia vê o Kosovo como sua província meridional. A Sérvia continuará defendendo sua integridade e a soberania também no Kosovo, com meios pacíficos e diplomacia, não com violência”, disse Tadic à imprensa sérvia.
O líder sérvio disse que seu país está preparado para “retornar à mesa de negociação” e discutir o estatuto do Kosovo, e que “essa será a estratégia e a resposta à proclamação da Constituição de um Estado ilegal chamado Kosovo”.
O Kosovo, povoado por uma maioria albanesa, adotou hoje uma Constituição, após proclamar em fevereiro sua independência unilateral, que a Sérvia não reconhece, ao considerá-la uma violação do direito internacional e um precedente para outras regiões separatistas do mundo.
Essa independência foi reconhecida até agora por 43 países, entre eles os Estados Unidos e a maioria dos membros da União Européia (UE), mas não por Estados como Rússia e China.
Tadic apelou a todas as forças internacionais presentes no Kosovo para que preservem a paz e as propriedades da população e, “especialmente, a proteção para o povo sérvio e os santuários sérvios”.
Ao se referir aos planos da UE de mobilizar uma missão policial e jurídica no Kosovo, a Eulex, Tadic ressaltou que “não pode haver reajuste nenhum da presença internacional no Kosovo sem uma decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.
“A missão Eulex é bem-vinda sob duas condições: primeiro, que haja uma decisão do Conselho de Segurança, e, segundo, que não aplique o plano de Martti Ahtisaari sobre a independência supervisionada do Kosovo”, disse o presidente sérvio.
Também reiterou que a Sérvia “não aceitará nunca nenhuma decisão que leve direta ou indiretamente o Kosovo à independência”.