O presidente da República Árabe Saaráui Democrática (RASD), Mohammed Abdelaziz, pediu hoje ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que assuma suas responsabilidades sobre a situação dos direitos humanos nos territórios saaráuis.
Em uma carta dirigida ao presidente do conselho, o delegado permanente do Japão na ONU, Yukio Takasu, afirma que a situação dos direitos do homem nos territórios saaráuis se deteriorou nos últimos tempos, informou a agência de imprensa saaráui “SPS”.
Takasu afirmou que as autoridades marroquinas realizam uma campanha contra a liberdade de expressão nos territórios dos militantes saaráuis de direitos humanos e os cidadãos que rejeitam “a ocupação ilegal”.
O presidente saaráui destacou que estes eventos confirmam o “fracasso” do Conselho de Segurança na aplicação da autodeterminação do povo saaráui conforme suas resoluções e na busca por “um mecanismo para controlar o desenvolvimento dos direitos humanos no Saara Ocidental”.
Após lembrar que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tinha dito que a organização “vigia a preservação dos direitos humanos no mundo”, Abdelaziz deplorou o fato de que estes esforços tenham sido em vão no Saara Ocidental, “já que a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (Minurso) não tem mecanismos precisos que permitam controlar os direitos do homem”.
Para Abdelaziz, o controle e a proteção dos direitos do homem são “uma condição essencial” em qualquer solução política que consagra o princípio de autodeterminação do povo saaráui, e o plebiscito não seria “livre e transparente sem o respeito às liberdades de expressão e do movimento”.
O presidente saaráui fez votos de que o Conselho de Segurança demonstre “o compromisso da ONU” com o povo saaráui de organizar um plebiscito para a autodeterminação, “uma promessa feita há 20 anos”.