O presidente da França, pilule Nicolas Sarkozy, deve ir ao aeroporto de Grenoble para receber o presidente da Polônia, Lech Kaczynski, que chega esta tarde à França para apoiar as vítimas de um acidente de ônibus que deixou 26 poloneses mortos e 24 feridos.
Segundo o porta-voz do Palácio do Eliseu, David Martinon, Sarkozy receberá Kaczynski no aeroporto de Grenoble às 17h45 (12h45 em Brasília). No início da tarde, o primeiro-ministro francês, François Fillon, foi até o local do acidente, na cidade alpina de Vizille, acompanhado pelo ministro de Ecologia e Transportes Jean-Louis Borloo. Fillon pediu que “seja feito tudo o que é possível” para ajudar os feridos.
Borloo disse ter solicitado um “censo de todos os pontos (da rede viária) na França onde ocorreram acidentes graves em menos de dois anos”, para que um plano de ação seja iniciado.
O local do acidente é considerado um dos pontos críticos da rede viária francesa. Em 1983, um ônibus belga sofreu um acidente no mesmo local, causando a morte de 43 pessoas.
Após visitar o lugar onde o ônibus bateu – que ficou totalmente comprometido após o incêndio -, Fillon e Borloo dirigiram-se ao hospital de Grenoble, para visitar os feridos, 14 deles em estado grave.
A ministra do Interior da França, Michèle Alliot-Marie, está a caminho da região, segundo divulgou o ministério.
A descida de Laffrey – de cerca de oito quilômetros e em linha reta -, onde aconteceu o acidente, tem uma ladeira de 7% de inclinação. Ônibus que não possuam um sistema especial de freio são proibidos na área.
Esse ponto perigoso da estrada está localizado a cerca de dez quilômetros do santuário mariano de Notre Dame de la Salette, e cerca de 30 quilômetros ao sul de Grenoble. Tudo parece indicar que o ônibus circulava a uma velocidade superior à aconselhada, e sofreu algum problema com o sistema de freios. O ônibus caiu após chegar a uma curva fechado, e arrancar a proteção do acostamento.