“Seria mesquinho negar que o presidente Chávez atuou democraticamente ao submeter sua proposta à decisão do povo e reconheceu além disso a vitória dos que se opunham a ela”, disse García em entrevista coletiva no Palácio de Governo em Lima.
Segundo o presidente peruano, tal atitude “não só ajudará o povo venezuelano em seus propósitos democráticos, como servirá ao próprio presidente Chávez, que aceitando o resultado eleitoral se afirma como um governante que sabe ouvir seu povo”.
García declarou que o povo venezuelano expressou no domingo sua “busca por uma democracia de alternância”, algo bom porque “nenhum poder que se perpetue é positivo”.
“A Venezuela disse que quer uma democracia com alternância, moderna, que aceite os investimentos do mundo”, disse o presidente.
García também pediu à oposição venezuelana, porta-bandeira do “não” que triunfou no referendo, que “saiba administrar com serenidade, prudência e generosidade seu êxito eleitoral” se quiser que se consolidem “os propósitos da maioria que disse que prefere uma democracia de alternância, moderna, que saiba levar a grande Venezuela ao mercado mundial pelo caminho do investimento”.