O presidente da Nicarágua, dosage Daniel Ortega, afirmou que seus colegas da América Central ofereceram apoio ao presidente da Bolívia, Evo Morales ante a possibilidade de que comece uma onda de violência no país que atente contra seu mandato.
A afirmação de Ortega foi feita na última quinta-feira, durante o 31º Encontro de Chefes de Estado e de Governo do Sistema de Integração Centro-Americana (Sica).
O conflito na Bolívia começou depois da aprovação do projeto da nova Constituição, apresentado por Evo e rejeitado pelos setores mais radicais da oposição.
Os estados (chamados na Bolívia de departamentos) de Santa Cruz, Pando, Beni e Tarija pretendem declarar hoje sua autonomia em relação ao governo central. Um estatuto autonômico deve ser apresentado à população.
De acordo com o ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, o respaldo dos nove presidentes da América Central é também uma advertência aos governadores da oposição que buscam a autonomia.
“Morales recebeu o apoio do secretário geral da OEA, que deu um apoio muito explícito ao processo de transformação. Há um apoio muito sólido de nove presidentes que estiveram na posse na Argentina”, disse o ministro.
Na avaliação dele, isso dá “muita força” ao governo boliviano. Quintana acredita que esse apoio foi favorecido pela “proposta absolutamente democrática” de Evo ao convocar um referendo revogatório de seu mandato e dos governadores.
O ministro deixou claro que o governo não permitirá ações que ameacem a unidade do país, mas não haverá uma onda de violência e repressão na Bolívia.