O presidente do México, Felipe Calderón, decretou hoje a liquidação da empresa pública Luz e Força do Centro (LyFC), que abastece a capital e o centro do país, e a Polícia Federal ocupou de surpresa as instalações da companhia.
Os argumentos de Calderón são que a empresa apresenta “comprovada ineficiência operacional e financeira”, tem um passivo trabalhista de 240 bilhões de pesos (US$ 18 bilhões) e seus custos “são quase o dobro de sua receita por vendas”.
No decreto, o presidente afirma que desde sua criação a LyFC “não cessou de receber transferências orçamentárias numerosas, as quais longe de diminuir aumentaram nos últimos anos “.
Essas transferências, disse Calderón, aumentaram em mais de 200% entre 2001 e 2008.
Também assegurou que “os resultados reportados pela Luz e Força do Centro são notavelmente inferiores em relação a empresas ou organismos que prestam o mesmo serviço em nível internacional”.
Ele assegurou que os trabalhadores da empresa serão indenizados conforme as leis trabalhistas.
Funcionários da companhia se concentraram na sede do sindicato, enquanto seus líderes analisam medidas em resposta à intervenção da empresa por parte do Governo.
Imagens da “Milenio Televisión” mostraram dezenas de funcionários da LyFC no exterior do Sindicato Mexicano de Eletricistas (SME), no centro da Cidade do México, gritando palavras de ordem contra as autoridades.
Segundo a rede de televisão, entre as pessoas concentradas há posições moderadas, que propõem esperar algumas horas antes de tomar uma decisão sobre o assunto, e radicais, que sugerem bloquear imediatamente a Avenida Insurgentes, uma das artérias da cidade.