Menu
Mundo

Presidente filipina suspende lei marcial em área de confronto

Arquivo Geral

12/12/2009 0h00

A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, aprovou hoje a suspensão da lei marcial imposta na província de Maguindanao (sul), onde, há cerca de 20 dias, 57 pessoas morreram em um confronto entre diferentes clãs.

No entanto, o ministro da Presidência, Eduardo Ermida, disse à imprensa que o Governo manterá o estado de emergência decretado na região.

“Acabamos com a rebelião. A lei e a ordem foram restabelecidas, mas o estado de emergência continuará”, anunciou Ermida.

A lei marcial vai ser suspensa hoje, às 21h (11h de Brasília). Por conta do massacre, as autoridades detiveram cerca de 60 pessoas acusadas de provocá-lo, entre eles Andal Ampatuan, ex-governador de Maguindanao, e Zaldy Ampatuan, ex- governador da Região Autônoma do Mindanao Muçulmano.

Andal Ampatuan Filho, prefeito de Datu Unsay, cidade que fica na província de Maguindanao, foi acusado de múltiplo homicídio por ter ordenado e comandado o massacre de 23 de novembro.

Nesse dia, cerca de cem homens armados capitaneados por Andal Ampatuan Filho sequestraram um grupo que iria formalizar a candidatura de Ismail Mangudadatu, inimigo do prefeito, para governador da província.

Os militares que perseguiram Andal Ampatuan Filho descobriram valas comuns com 57 corpos, alguns decapitados e outros mutilados. Cadáveres de mulheres com sinais de terem sido estupradas também foram achados.

Entre os mortos, havia 30 jornalistas de meios de comunicação locais, além de advogados e um homem que os criminosos encontraram pelo caminho.

O massacre levou o Governo filipino a decretar a lei marcial na província e a lançar operações para desarmar os Ampatuan.

No último dia 8, a presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, ordenou a dissolução das 132 milícias que operam no país, as quais são pagas por políticos ou ricos fazendeiros.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado