O presidente equatoriano, cheap Rafael Correa, ed afirmou hoje na China que não fará mais escalas nos Estados Unidos depois de, prostate no último dia 15, ter sido obrigado a passar por uma revista no aeroporto de Miami, mesmo sendo chefe de Estado.
Dois dias após o incidente, ele apresentou uma nota de protesto à Embaixada dos Estados Unidos em Quito pelo “tratamento descortês” recebido ao fazer uma escala em um vôo comercial com destino à Arábia Saudita, quando foi obrigado a se submeter a uma revista no aeroporto.
No dia 19, a embaixadora americana em Quito lamentou o incidente, mas esclareceu que ocorreu devido ao fato de Correa não ter anunciado com antecedência sua passagem pelo país.
“Agradecemos as desculpas; aceitamos, mas, pessoalmente, eu não volto a passar pelos Estados Unidos até que aprendam o que é civilização”, disse o presidente do Equador, durante seu programa radiofônico semanal, gravado hoje em Xangai durante sua visita oficial à China.
“Não se pode tratar assim um chefe de Estado”, afirmou, advertindo que o Equador se reserva o “direito à reciprocidade”.
“Todas as vezes que passamos pelos Estados Unidos tivemos problemas”, acrescentou. “Quando fui ministro da Economia estive em Nova York e tive problemas; quando fui à ONU, tivemos problemas”, afirmou.
Ele admitiu, no entanto, que parte da culpa foi do “protocolo da Presidência” e da “Chancelaria em geral”.
“Apesar disso, a principal responsabilidade é das autoridades do aeroporto de Miami, pois nos trataram muito mal, como a um passageiro qualquer”, acrescentou.
“No início, aceitei (a revista) para não dar problemas, mas, no final, tratavam muito mal o presidente da República do Equador, o que fez com que colocasse (o funcionário) em seu devido lugar”, afirmou.
A delegação presidencial equatoriana, que costuma se deslocar em vôos comerciais, chegou a Riad, a capital da Arábia Saudita, após 25 horas de vôo e duas escalas, em Miami e Frankfurt.
A situação fez com que Correa decidisse anunciar que deverá comprar um avião presidencial. Ele pretende ainda comprar dois helicópteros civis de turbina dupla para se deslocar pelo Equador.