O presidente eleito de Honduras, Porfirio Lobo, anunciou hoje em Santo Domingo que assim que assumir o poder, em 27 de janeiro próximo, assinará um salvo-conduto para liberar a viagem do deposto Manuel Zelaya à República Dominicana.
Segundo um acordo assinado entre Lobo e o presidente dominicano, Leonel Fernández, Zelaya, a família e as pessoas mais próximas dele poderão viajar para a República Dominicana como “hóspedes distintos”.
O líder deposto poderá ir no mesmo dia para a República Dominicana em companhia de Fernández, que estará em Honduras junto a alguns ministros para a posse de Lobo, como diz o acordo, assinado na presença de vários políticos hondurenhos.
Uma vez na República Dominicana, Zelaya terá a liberdade de viajar para outra nação se assim desejar.
No acordo, Lobo se comprometeu a liderar um Governo que respeite os direitos humanos. “Nenhum cidadão hondurenho será perseguido por suas convicções políticas, crenças religiosas e de outro tipo”, diz o pacto.
Por outro lado, solicitou a “imediata revogação das medidas ou sanções adotadas em nível bilateral ou multilateral, que de alguma maneira afetam a reinserção e participação plena” de Honduras na comunidade internacional e seu acesso a toda forma de cooperação.
Lobo e Fernández chamaram a comunidade internacional a reativar “o mais rápido possível” os projetos vigentes de cooperação com Honduras, e que as negociações de futuras iniciativas continuem.
Perguntado sobre o futuro do presidente de fato, Roberto Micheletti, Lobo apoiou a aprovação de uma anistia política para todos os hondurenhos. “Não queremos mais conflito. Queremos viver em paz”, afirmou.