Ma fez este anúncio à imprensa após um encontro com o representante americano na ilha, Stephen Young, diretor do Instituto Americano em Taiwan, que na prática funciona como uma “embaixada”, diante da ausência de relações diplomáticas.
O líder eleito de Taiwan disse à imprensa que tinha garantido a Young que não criaria tensões desnecessárias com a China, e que seria “pacificador”, e não “fonte de problemas”, nas relações com os chineses.
Stephen Young disse que a decisão final sobre a concessão do visto para a viagem de Ma aos Estados Unidos correspondia a Washington, e não a ele.
Os Estados Unidos não permitem as visitas do presidente de Taiwan nem de altos funcionários, diante da pressão da China, e só consente escalas em viagens à América Latina.
A última visita de um presidente taiuanês aos Estados Unidos foi a de Lee Teng-hui, em 1995, quando este realizou uma viagem particular à Universidade de Cornell, onde tinha estudado, o que despertou a ira de Pequim.
Desde 1995, os presidentes taiuaneses só passaram nos Estados Unidos algumas horas, em escalas de viagens aos países aliados taiuaneses na América Latina.
Os Estados Unidos são o principal fornecedor de armas de Taiwan e seu maior aliado militar em caso de conflito bélico com a China.