O presidente timorense e Prêmio Nobel da Paz, decease José Ramos Horta, order está sendo operado de urgência por médicos australianos em uma base militar deste país, após o atentado que sofreu em sua casa.
Assim foi anunciado por Augusto Júnior, um ajudante de Ramos Horta citado pela agência australiana “AAP”, que acrescentou que o chefe do Estado levou um tiro no estômago no atentado no qual morreram um guarda de segurança e o soldado rebelde Alfredo Reinado.
Ramos Horta poderia ser trasladado posteriormente para a Austrália para continuar com seu tratamento médico, segundo um parente, disseram outros meios de imprensa australianos, embora este extremo ainda não tenha sido confirmado pelo gabinete do presidente nem pelo Ministério de Exteriores australiano.
Os guardas da residência de Ramos Horta dispararam contra os atacantes e mataram a Reinado em um fato que ocorreu por volta das 6h (17h de Brasília deste domingo) na capital, Díli.
Após o ataque, as forças das Nações Unidas no Timor Leste isolaram a residência de Ramos Horta e a segurança foi reforçada na capital e outras áreas.
As ONGs australianas deram instruções a seu pessoal no país por medo de que outra onda de violência seja levantada, como a de meados de 2006, que deixou 37 mortos e milhares de deslocados e obrigou o desdobramento de uma força multinacional de manutenção da paz liderada pela ONU e Austrália.
Naquela ocasião, a crise também provocou a renúncia do então primeiro-ministro, Mari Alkatiri.
A violência foi desencadeada pela dispensa do Exército de 600 militares rebeldes liderados por Reinado, que denunciaram corrupção e nepotismo na corporação.
Nos últimos dias voltou o temor de uma nova crise depois que uma explosão sacudiu na sexta-feira passada a base australiana de Camp Phoenix no centro de Díli, sem causar feridos, e que militares renegados leais a Reinado enfrentaram as forças internacionais.
Um recente relatório da organização International Crisis Group advertia do recrudescimento dos atos violentos se as forças locais, que na semana passada receberam das Nações Unidas o controle da segurança no país, não forem capazes de manter por si sós a paz no Timor-Leste.