Menu
Mundo

Presidente do Peru troca equipe do governo e faz nomeaçaõ polêmica

Arquivo Geral

20/12/2007 0h00

O presidente do Peru, sick Alan García, website realizou hoje a primeira remodelação importante em seu Gabinete desde que assumiu o cargo, viagra 60mg em 28 de julho de 2006, com mudanças em seis pastas, entre elas uma polêmica nomeação para o escritório de Justiça.

Os novos ministros são a advogada Rosario Fernández, que substitui María Zavala na Justiça, e Antero Flores-Aráoz, que ocupa a Defesa para que Allan Wagner assuma a representação do Peru na reivindicação pelos limites marítimos contra o Chile diante da Corte Internacional de Haia.

O Ministério da Habitação e da Construção ficou a cargo do economista Enrique Cornejo, membro do Partido Aprista (partido do governo), em substituição a seu correligionário Hernán Garrido-Lecca, que foi para a Saúde.

O advogado trabalhista Mario Pasco foi nomeado titular da pasta do Trabalho, deixada por Susana Pinilla, que segue para o Ministério da Mulher e Desenvolvimento Social.

García afirmou, durante a cerimônia realizada no Palácio do Governo de Lima, que as mudanças representam “uma oportunidade para reafirmar os objetivos aos quais o Governo se propõe, fiel a suas definições ideológicas e programáticas”.

O líder peruano destacou o bom desempenho econômico de seu país, insistiu em seu compromisso para melhorar a distribuição de renda e comemorou a ratificação do Tratado de Livre-Comércio (TLC) com os Estados Unidos.

Assegurou que esse acordo comercial servirá para “fortalecer tanto a defesa dos direitos trabalhistas quanto a defesa do meio ambiente”, e prometeu a criação de um Ministério do Meio Ambiente, embora não tenha especificado quando.

O analista Santiago Pedraglio disse à Agência Efe que o agora renovado gabinete “mantém o esquema de alianças do Apra (partido governante) com representantes da direita, que é um esquema que o presidente García adotou desde o começo”.

A designação de Rosario para o Ministério da Justiça causou, no entanto, polêmica, já que sua gestão enfrentará o processo movido contra o ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000) por dois delitos de violações dos direitos humanos e cinco de corrupção.

Até pouco tempo, Rosario foi advogada do empresário Ernesto Schutz, ex-diretor da rede “Panamericana Televisão” e foragido da Justiça, que responde a processo por ter recebido cerca de US$ 10 milhões de Vladimiro Montesinos em troca de apoio ao regime de Fujimori.

Luis Solari, ex-primeiro-ministro de Alejandro Toledo (2001-2006), disse à emissora de rádio “CPN” que a presença de Rosario pode trazer repercussões negativas.

Beatriz Mejía, advogada do administrador judicial da “Panamericana”, Genaro Delgado Parker, declarou à “CPN” que a decisão confirmaria os supostos acordos entre o fujimorismo e o atual Governo.

A legisladora Keiko Fujimori, filha do ex-presidente, afirmou a jornalistas não conhecer Fernández. “Não entendo por que teria de beneficiar meu pai”, disse.

Pedraglio explicou, por sua vez, que apesar de “poder haver interpretações diversas” a respeito do papel da nova ministra, “o protagonismo no julgamento a Fujimori é do Poder Judiciário e em particular da Vara que está a cargo do julgamento”.

O sociólogo e jornalista disse que o Ministro do Interior, Luis Alva Castro, deve deixar o cargo, já que foi o mais criticado nas pesquisas de opinião devido à fracassada e controvertida compra de equipamentos para a Polícia.

Também questionou os critérios para justificar a mudança do economista Garrido-Lecca da pasta de Habitação para a Saúde e disse que a saída de Pinilla do Ministério do Trabalho e a entrada de Mario Pasco representam um sinal de maior flexibilidade na legislação trabalhista local.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado