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Presidente do Parlamento Europeu não irá a Pequim sem definição sobre Tibete

Arquivo Geral

26/03/2008 0h00

O alemão Hans-Gert Pöttering, rx presidente do Parlamento Europeu, approved deu hoje a entender que não irá à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, there em 8 de agosto, se o Governo chinês não conversar com as autoridades tibetanas no exílio para solucionar o conflito do Tibete.

“Esperamos que os Jogos sejam bem-sucedidos. Mas há algumas condições para isso: o respeito à identidade cultural e religiosa do povo tibetano e a liberdade e equanimidade da informação durante os Jogos”, disse Pöttering no debate sobre a situação no Tibete realizado hoje no Parlamento Europeu.

“Todo político responsável tem de pensar se pode participar da cerimônia de abertura caso os dirigentes chineses não busquem o diálogo e a conciliação”, acrescentou o alemão, que censurou expressamente as tentativas de Pequim de “demonizar” o Dalai Lama e vinculá-lo ao terrorismo.

O discurso de Pöttering, que leu uma carta na qual o líder tibetano no exílio agradecia o apoio do Parlamento Europeu, foi muito aplaudido no plenário.

Em nome do grupo Liberal, o eurodeputado radical italiano Marco Pannella reprovou a atitude do espanhol Javier Solana, alto representante para a Política Externa da União Européia (UE) e que expressou sua intenção de ir aos Jogos apesar da repressão no Tibete.

A representante do grupo Socialista, Pasqualina Napoletano, lembrou que, além da cerimônia de abertura, os Jogos em si não devem boicotados, pois “o isolamento da China não ajudaria a causa tibetana”.

Esta afirmação foi defendida hoje, em entrevista coletiva na sede da Eurocâmara por Karma Chopel, presidente do Parlamento tibetano no exílio. Segundo ele, a decisão de ir ou não aos Jogos deve ser adotada “em consciência” por cada país.

No debate do plenário, os mais favoráveis a aproveitar os Jogos para censurar a situação no Tibete foram os membros do grupo Os Verdes, que vestiram camisas que mostravam os anéis olímpicos como se fossem algemas e exibiram bandeiras tibetanas.

“Todos os líderes (ocidentais) deveriam se ausentar da cerimônia de abertura”, afirmou o co-presidente do partido, o alemão Daniel Cohn-Bendit, que encorajou também atletas e jornalistas a mostrar em Pequim sua rejeição às violações de direitos humanos na China – da mesma forma como o atleta afro-americano Jesse Owens enfrentou o regime nazista nos Jogos de 1936, em Berlim.

Presente ao plenário, o secretário de Estado de Assuntos Europeus da Eslovênia, Janez Lenarcic – cujo país exerce a Presidência rotativa da UE -, disse que os ministros de Esportes da união se mostraram contrários ao boicote aos Jogos ainda em dezembro.

No entanto, ele disse que a questão do Tibete será tema de um novo debate na próxima reunião informal dos ministros de Exteriores do bloco, na próxima sexta e sábado em Brno, na Eslovênia.

A maioria dos Governos da União Européia já descartou o boicote, mas o presidente francês, Nicolas Sarkozy, deixou ontem aberta a possibilidade de não participar das cerimônias de abertura ou encerramento.



 

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