Lahoud e a oposição, liderada pelo grupo xiita Hisbolá, não reconhecem o Governo de Fouad Siniora desde a renúncia de seis ministros – cinco deles xiitas – em novembro.
Desde então, as instituições ficaram paralisadas e o país entrou em crise política.
“Não é muito tarde para formar um Governo de união nacional e convocar depois o Parlamento para eleger um presidente com o voto de dois terços”, reiterou o presidente.
A Assembléia deve se reunir em 25 de setembro para eleger o sucessor de Lahoud, reeleito em 2004 por mais três anos, quando Líbano ainda estava sob influência direta da Síria.
“Os libaneses devem resolver a crise eles mesmos e não esperar uma solução externa. No entanto, aprovo qualquer iniciativa que possa ajudar a chegar a um entendimento”, acrescentou, em alusão à mediação da França e da Liga Árabe.
O presidente também assegurou que está consciente de que as condições no Líbano são críticas, e por isso é necessário um acordo.
Lahoud acrescentou que o sectarismo pode acabar com o país e lembrou que, graças “à unidade dos libaneses, pôde-se derrotar Israel em julho do ano passado”.