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Presidente do Irã adverte Trump que seu país jamais se ‘ajoelhará’

Mandatário também acusou os Estados Unidos de “terrorismo” pelo assassinato, no fim de fevereiro, do antigo líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei

Redação Jornal de Brasília

23/09/2026 14h38

masoud pezeshkian

Foto: ATTA KENARE / AFP

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, adotou um tom desafiador nesta quarta-feira (23) ao discursar na ONU, falando pela primeira vez desde que Washington e Israel lançaram uma guerra total contra seu país, e disse aos Estados Unidos que Teerã não se ajoelhará.

Pezeshkian também acusou os Estados Unidos de “terrorismo” pelo assassinato, no fim de fevereiro, do antigo líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, declarou no mesmo púlpito na sede das Nações Unidas, em Nova York, que avalia a opção de “aniquilar” o Irã, mas em seguida elogiou a retomada de diálogos entre Teerã e Washington.

Pezeshkian não mencionou as reuniões à margem da assembleia da ONU para encerrar o conflito.

“(O presidente dos EUA, Donald Trump) deve saber que a resiliência do povo iraniano só aumentará diante das sanções, da crescente pressão e da intimidação cada vez maior. Nunca baixaremos a cabeça ou nos ajoelharemos”, declarou.

Pezeshkian declarou também que seu governo não permitirá que o Estreito de Ormuz seja usado para realizar agressões contra seu país.

“Não podemos permitir que alguns tenham livre acesso e defendam seus interesses através desta via de navegação, enquanto que, ao mesmo tempo, usam essa via para nos impor sua agressão”, disse o presidente iraniano.

A presença de Pezeshkian na cúpula diplomática da ONU, no coração de Manhattan, estava em dúvida, pois não estava claro se os Estados Unidos lhe concederiam um visto.

Por fim, Washington concedeu-lhe a permissão, mas negou a de vários membros de sua delegação.

Os altos preços dos combustíveis ameaçam o controle republicano do Congresso americano nas eleições de meio de mandato de novembro. O presidente Trump tem procurado minimizar o impacto interno da guerra que iniciou no final de fevereiro.

AFP

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