O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o indiano Rajendra Pachauri, destacou hoje a participação do Brasil e de outros países emergentes na conferência sobre o clima realizada em Copenhague (COP15).
Na opinião de Pachauri, um dos maiores destaques da cúpula foi a coordenação das nações do grupo Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China).
Segundo o indiano, em Copenhague ficou claro que qualquer acordo futuro sobre o meio ambiente terá que levar estes países em consideração.
Do ponto de vista político, é “muito significativa” a emergência do grupo Basic, afirmou o presidente do IPCC.
Em uma entrevista concedida no Instituto de Energia e Recursos, entidade que dirige, Pachauri disse ainda que a cúpula de Copenhague foi “polêmica” e poderia ter sido mais bem-sucedida.
“Esta foi uma reunião muito polêmica porque claramente havia muitas divisões, muitos pontos de vista e perspectivas”, declarou.
Para o representante da ONU para a mudança climática, a conferência poderia ter terminado com um acordo mais ambicioso. Porém, destacou, até o último dia do encontro os participantes não sabiam se conseguiriam chegar a um consenso sobre um documento final.
Com base nisso, Pachauri declarou que o acordo de Copenhague representa um “marco”, a partir do qual será possível edificar um pacto que, “com sorte, vai incorporar compromissos específicos de redução das emissões e outros aspectos sublinhados, particularmente, pelos países desenvolvidos”.
O indiano também apontou como outra grande conquista da cúpula o fato de os mais de 100 líderes mundiais presentes terem admitido que a mudança climática é um dos “grandes desafios da atualidade”.