O presidente do Iêmen, Ali Abdala Saleh, anunciou hoje um indulto aos presos políticos vinculados a grupos separatistas do sul do país e rebeldes xiitas do norte.
Espera-se que o indulto beneficie centenas de presos.
O anúncio foi feito em um discurso transmitido pela televisão durante as comemorações do 20º aniversário da união entre a República Árabe do Iêmen e a chamada República Popular Democrática do Sul do Iêmen.
O perdão presidencial beneficiará centenas de pessoas detidos por sua vinculação com um grupo xiita do norte do país que aceitou um cessar-fogo oferecido pelo Governo em janeiro, assim como dezenas de ativistas de grupos separatistas do sul.
Saleh governa o país desde a unificação, que entrou em vigor no dia 22 de maio de 1990.
Embora o norte e o sul do Iêmen estejam unificados há 20 anos, uma tentativa de separação explodiu em 1994 e levou o país a uma guerra civil de dez semanas que terminou com a derrota da milícia sulina.
No entanto, ainda hoje há focos separatistas.
Em sua mensagem, Saleh também prometeu a formação de um Governo de união nacional com a oposição, por isso pediu aos dirigentes políticos opositores que vivem no país e aos que estão exilados para iniciar um diálogo nacional.
Segundo o governante, a idéia é “abrir um novo capítulo” na história do país e “fechar o passado”.
A oferta de diálogo feita hoje pelo presidente iemenita se parece a outra realizada em termos similares precisamente há um ano, também no aniversário da unificação, embora até agora não tenha sido possível forjar esse Governo de coalizão.