Segundo Chiriboga, as autoridades equatorianas querem concluir este mês os trâmites para a volta do país à Opep, que pode ser formalizada em novembro, na cúpula do grupo na Arábia Saudita.
“Temos que resolver alguns temas administrativos e financeiros. Estamos trabalhando no Ministério (de Minas e Petróleo), em parceria com a Chancelaria, para poder concluir o assunto este mês”, acrescentou Chiriboga.
O ministro lembrou que Correa pode viajar à Arábia Saudita para a cúpula da Opep, que acontecerá nos dias 17 e 18 de novembro.
“A entrada do Equador na Opep vai fortalecer essa organização”, disse Chiriboga. O Equador produz meio milhão de barris de petróleo por dia, cujas receitas são responsáveis por cerca de 35% do orçamento do Estado.
No último sábado, Correa deixou aberta a possibilidade de viajar à Arábia Saudita para participar da reunião da Opep, na qual trataria do eventual retorno do Equador à organização, da qual saiu em 1992.
A Opep reúne atualmente onze países que controlam 43,3% da produção mundial de petróleo.
Em março deste ano, o então presidente da Opep, Mohammed bin Dhaen al-Hamli, disse que o Equador seguia sendo membro de pleno direito do grupo, apesar de ter se retirado há 15 anos, e que para voltar a participar das reuniões só teria que pagar as cotas atrasadas, no valor de US$ 4,2 milhões.