O presidente do Egito, drug Hosni Mubarak, encerrou hoje a 15ª Cúpula do Movimento de Países Não-Alinhados (Noal), que durante dois dias analisou os principais desafios desse organismo, criado em 1961.
A cúpula, disse Mubarak nas palavras finais, “refletiu o desejo do povo dos países não-alinhados de conseguir uma melhor forma para reduzir a brecha entre os países pobres e ricos”.
A reunião contou com a presença de 50 chefes de Estado, fundamentalmente da Ásia e da África. A próxima reunião será no Irã, a princípio, dentro de três anos.
Mubarak, no curto discurso de fechamento da conferência, ressaltou que as declarações dos representantes dos 118 países que formam o Noal, organismo criado em 1961, insistiram em preservar os valores humanos para “conseguir a dignidade e a paz”.
Também destacou as denúncias feitas sobre qualquer política que fomente o ódio entre as nações e os conflitos étnicos.
Momentos antes, o presidente egípcio anunciou que tinha sido aprovada uma declaração final que pede um mundo multilateral para enfrentar os diferentes problemas que afetam o planeta.
Também disse que tinha sido aprovado um documento final de mais de 100 páginas que contempla, entre outros temas, os desafios particulares e os problemas que afetam todos os países do Noal.
Os documentos aprovados incluem, entre outras medidas, uma declaração contra o embargo econômico americano a Cuba e a celebração do Dia Internacional de Nelson Mandela, primeiro presidente negro da África do Sul, em 18 de julho.