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Mundo

Presidente do BC da Argentina ratifica que seguirá no cargo

Arquivo Geral

24/01/2010 0h00

Martín Redrado ratificou que seguirá à frente do Banco Central da Argentina apesar de o Governo de Cristina Fernández de Kirchner ter interpretado uma decisão judicial como o fim de seu mandato, em meio a uma áspera polêmica pelo uso de reservas monetárias para o pagamento de dívidas.

“Mantenho minha decisão de seguir desempenhando meus deveres de funcionário até que o Congresso diga o contrário, para ser leal ao interesse geral, à missão que me impõe a lei e as minhas convicções”, disse Redrado em carta “O guardião das reservas”, publicada hoje pelo jornal “La Nación”.

Na sexta-feira, um tribunal de apelações manteve o bloqueio ao uso das reservas monetárias pelo Governo e ordenou que um novo chefe para a instituição não seja indicado até que o Parlamento se pronuncie sobre o assunto.

Um decreto presidencial de 7 de janeiro retirou Redrado do cargo por “má conduta” e “descumprimento de seus deveres” por causa de sua recusa de tirar US$ 6,569 bilhões das reservas monetárias para o “Fundo do Bicentenário”, para pagar dívidas públicas neste ano.

A Justiça restituiu imediatamente Redrado e freou a criação do “Fundo do Bicentenário”, também criado por decreto presidencial, em meados de dezembro, ao responder favoravelmente as reivindicações do funcionário e das principais forças políticas da oposição.

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