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Presidente do Banco Mundial pede ação coordenada diante de crise financeira

Arquivo Geral

02/04/2008 0h00

O presidente do Banco Mundial (BM), order Robert Zoellick, more about pediu nesta quarta-feira uma ação global coordenada frente aos elevados preços dos alimentos e da energia, sale que ameaçam desestabilizar 33 países no mundo.

Entre eles estão alguns latino-americanos como Argentina, Venezuela e Panamá, além de outras nações como Paquistão, Congo, Tunísia, Sri Lanka e Iêmen.

Zoellick mencionou essa ação coordenada como uma das quatro medidas necessárias de forma imediata para edificar uma globalização sustentável e minimizar as ameaças da atual crise financeira internacional sobre o mundo em desenvolvimento.

Assim, o presidente do BM clamou por um acordo global de comércio no marco da rodada de negociações de Doha, que deve ser alcançada “agora ou nunca”, e que poderia ajudar reduzir a distorção dos subsídios agrícolas e abrir os mercados às importações de alimentos.

Além disso, Zoellick solicitou a melhora da transparência do setor de matérias-primas no mundo em desenvolvimento para que este contribua para impulsionar mais o crescimento.

Em sua quarta proposta, pediu que os fundos soberanos, veículos financeiros controlados pelos Governos, invistam uma pequena parte de seus recursos na África.

Seu discurso aconteceu às vésperas da reunião entre o BM e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que será realizada na próxima semana em Washington, no meio de uma grande incerteza econômica mundial.

Zoellick fez hoje eco do mal-estar vivido por causa da atual crise, embora tenha afirmado que “China, Índia e outras potências econômicas emergentes oferecem pólos alternativos de crescimento para a economia global”.

“Da mesma forma que a diversificação é vantajosa para as bolsas de investimentos, também o é (a diversificação) em relação a fontes de crescimento para a economia mundial”, disse.

No meio desse panorama em transformação, Zoellick insistiu na necessidade de “resistir às ameaças imediatas” e construir uma globalização que ofereça mais fontes de crescimento e inovação.

Para que isso seja possível, deve-se fazer frente a problemas como o aumento nos preços dos produtos alimentícios básicos, resultado, entre outros fatores, da subida da energia.

“Os preços dos alimentos básicos aumentaram 80% desde 2005”, destacou Zoellick, lembrando que, só no mês passado, os preços do arroz marcaram o nível mais alto dos últimos 19 anos e os do trigo a maior cotação em 28 anos.

O presidente do BM mencionou que a tendência beneficia alguns agricultores, mas supõe também uma enorme carga para os habitantes mais vulneráveis do planeta, como as crianças.

“O Banco Mundial estima que 33 países enfrentam a possibilidade de mal-estar social ou político devido aos elevados preços dos alimentos e da energia”, afirmou.

Zoellick indicou que se trata de uma realidade que promete se prolongar.

“As circunstâncias demográficas, as mudanças na alimentação, os preços da energia e dos biocombustíveis e as mudanças climáticas sugerem que as altas e oscilações dos preços dos alimentos continuarão durante os próximos anos”, observou.

Diante dessa situação, o presidente do BM solicitou estabelecer o que descreveu como um “Novo Acordo para uma Política Alimentícia Global”, que deveria se concentrar não só na fome, na desnutrição e no acesso aos alimentos, mas em outros fatores como as ligações desses preços com a energia e as mudanças climáticas.

“A política alimentícia necessita atrair a atenção dos máximos níveis políticos, porque nenhum país ou grupo pode fazer frente a esses desafios interligados”, concluiu.

Zoellick recomendou começar por ajudar aqueles cujas necessidades são imediatas, e mencionou que o programa alimentício da ONU necessita de pelo menos US$ 500 milhões de provisões alimentícias adicionais para responder a situações de emergência.

“Os Estados Unidos, a União Européia (UE), o Japão e outros países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) devem atuar agora para cobrir esse vazio, ou muitas mais pessoas sofrerão e passarão fome”, afirmou.



 

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    Presidente do Banco Mundial pede ação coordenada diante de crise financeira

    Arquivo Geral

    02/04/2008 0h00

    O presidente do Banco Mundial (BM), information pills Robert Zoellick, medicine pediu nesta quarta-feira uma ação global coordenada frente aos elevados preços dos alimentos e da energia, que ameaçam desestabilizar 33 países no mundo.

    O único país na lista da América Latina é o Panamá, embora um documento interno recente mencionasse também a Argentina e a Venezuela.

    Outras nações na última lista são Paquistão, Congo, Tunísia e Iêmen.

    Zoellick mencionou essa ação coordenada como uma das quatro medidas necessárias de forma imediata para edificar uma globalização sustentável e minimizar as ameaças da atual crise financeira internacional sobre o mundo em desenvolvimento.

    Assim, o presidente do BM clamou por um acordo global de comércio no marco da rodada de negociações de Doha, que deve ser alcançada “agora ou nunca”, e que poderia ajudar reduzir a distorção dos subsídios agrícolas e abrir os mercados às importações de alimentos.

    Além disso, Zoellick solicitou a melhora da transparência do setor de matérias-primas no mundo em desenvolvimento para que este contribua para impulsionar mais o crescimento.

    Em sua quarta proposta, pediu que os fundos soberanos, veículos financeiros controlados pelos Governos, invistam uma pequena parte de seus recursos na África.

    Seu discurso aconteceu às vésperas da reunião entre o BM e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que será realizada na próxima semana em Washington, no meio de uma grande incerteza econômica mundial.

    Zoellick fez hoje eco do mal-estar vivido por causa da atual crise, embora tenha afirmado que “China, Índia e outras potências econômicas emergentes oferecem pólos alternativos de crescimento para a economia global”.

    “Da mesma forma que a diversificação é vantajosa para as bolsas de investimentos, também o é (a diversificação) em relação a fontes de crescimento para a economia mundial”, disse.

    No meio desse panorama em transformação, Zoellick insistiu na necessidade de “resistir às ameaças imediatas” e construir uma globalização que ofereça mais fontes de crescimento e inovação.

    Para que isso seja possível, deve-se fazer frente a problemas como o aumento nos preços dos produtos alimentícios básicos, resultado, entre outros fatores, da subida da energia.

    “Os preços dos alimentos básicos aumentaram 80% desde 2005”, destacou Zoellick, lembrando que, só no mês passado, os preços do arroz marcaram o nível mais alto dos últimos 19 anos e os do trigo a maior cotação em 28 anos.

    O presidente do BM mencionou que a tendência beneficia alguns agricultores, mas supõe também uma enorme carga para os habitantes mais vulneráveis do planeta, como as crianças.

    “O Banco Mundial estima que 33 países enfrentam a possibilidade de mal-estar social ou político devido aos elevados preços dos alimentos e da energia”, afirmou.

    Zoellick indicou que se trata de uma realidade que promete se prolongar.

    “As circunstâncias demográficas, as mudanças na alimentação, os preços da energia e dos biocombustíveis e as mudanças climáticas sugerem que as altas e oscilações dos preços dos alimentos continuarão durante os próximos anos”, observou.

    Diante dessa situação, o presidente do BM solicitou estabelecer o que descreveu como um “Novo Acordo para uma Política Alimentícia Global”, que deveria se concentrar não só na fome, na desnutrição e no acesso aos alimentos, mas em outros fatores como as ligações desses preços com a energia e as mudanças climáticas.

    “A política alimentícia necessita atrair a atenção dos máximos níveis políticos, porque nenhum país ou grupo pode fazer frente a esses desafios interligados”, concluiu.

    Zoellick recomendou começar por ajudar aqueles cujas necessidades são imediatas, e mencionou que o programa alimentício da ONU necessita de pelo menos US$ 500 milhões de provisões alimentícias adicionais para responder a situações de emergência.

    “Os Estados Unidos, a União Européia (UE), o Japão e outros países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) devem atuar agora para cobrir esse vazio, ou muitas mais pessoas sofrerão e passarão fome”, afirmou.

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