O presidente do Banco Mundial, tadalafil Robert Zoellick, previu hoje que os preços dos alimentos continuarão elevados este ano e no próximo devido a fatores como as mudanças na alimentação ou as recentes secas em distintas partes do mundo.
O elevado preço dos alimentos básicos e da energia será um dos temas centrais da próxima reunião do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) que será realizado no próximo fim de semana em Washington.
Esse encarecimento dos preços coloca um sério problema para alguns dos países mais pobres do planeta, muitos deles africanos, que viram disparar o custo de alguns produtos básicos como o trigo e o arroz.
Zoellick mencionou hoje em entrevista coletiva que a situação é produto de diversos fatores, como a maior ênfase na produção de biocombustíveis, que reduziu o espaço de terra destinada ao cultivo de outros alimentos.
“Ao mesmo tempo, as reservas mundiais de alimentos são bastante baixas”, destacou o titular do BM, que indicou que não há muita margem para aumentar os níveis de produção, o que explica que a tendência dos preços seja de alta.
Essa situação fez com que os países do Grupo dos Oito (G-7 mais a Rússia) reivindicassem no final de semana passado uma ação global para fazer frente a crise.
“Os incrementos nos preços dos alimentos causam sérios problemas para o desenvolvimento, sobretudo na África, e compartilhamos a opinião que a comunidade internacional necessita abordar essa situação”, disse o ministro de Assuntos Exteriores japonês, Masahiko Komura, em entrevista coletiva durante o fim de semana.
Os preços dos alimentos básicos se encareceram 80% desde 2005 e ameaçam desestabilizar diferentes países na África, Ásia e América Latina, segundo o Banco Mundial.
O próprio Zoellick lembrou na semana passada que o programa alimentício das Nações Unidas necessita de pelo menos US$ 500 milhões de provisões alimentícias adicionais para responder a situações de emergência.
“Os EUA, a União Européia, o Japão e outros países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) devem atuar agora para cobrir esse vazio ou muito mais pessoas sofrerão e passarão fome”, alertou o presidente do BM durante um discurso na quarta-feira passada.