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Presidente do banco estatal alemão KfW renuncia

Arquivo Geral

07/04/2008 0h00

Frankfurt (Alemanha), buy more about 7 abr (EFE) – A presidente do estatal Banco de Crédito para a Reconstrução (KfW), information pills Ingrid Matthäus-Maier, dosage renunciou hoje inesperadamente com efeitos imediatos devido ao déficit registrado pelo Banco de Indústria Alemão (IKB).

O KfW informou hoje em Frankfurt que Matthäus-Maier, de 62 anos, vai se aposentar em setembro por motivos de saúde e que deixa seu posto imediatamente.

Deste modo, Matthäus-Maier assume as conseqüências da crise pela qual passa o banco de financiamento de pequenas e médias empresas IKB, no qual o KfW ainda tem uma participação majoritária de 38%.

O ministro de Economia alemão, o democrata-cristão Michael Glos, disse que o KfW teve em 2007 um prejuízo de 6,2 bilhões de euros (US$ 9,672 bilhões) devido às injeções de liquidez no IKB.

Glos, que também é presidente do Conselho de Administração do KfW, acrescentou que, sem o lastro contábil do IKB, a entidade estatal teria tido um lucro de quase 1 bilhão de euros (US$ 1,56 bilhão).

Além disso, o ministro das Finanças, Peer Steinbrück, afirmou que a perda sofrida pelo KfW não terá efeito nos orçamentos e sobre os contribuintes e será coberta com o lucro dos próximos anos.

O IKB lastreou os livros contábeis do KfW com 7,2 bilhões de euros (US$ 11,232 bilhões).

O Conselho de Administração debateu sua sucessão na reunião de hoje em Berlim.

Em meados de fevereiro, o Governo alemão e o KfW acordaram em injetar 1,5 bilhão de euros (US$ 2,175 bilhões) no IKB para evitar sua insolvência.

O Estado fornecerá 1 bilhão de euros (US$ 1,56 bilhão) desta injeção de recursos, enquanto as entidades de crédito alemãs, públicas ou privadas, concederão os 500 milhões de euros (US$ 725 milhões) restantes.

O IKB prevê uma perda líquida de até 700 milhões de euros (US$ 1,092 bilhão) no ano 2007-2008 por sua exposição às hipotecas de alto risco (“subprime”) dos Estados Unidos.

No início de setembro do ano passado, o KfW e algumas entidades privadas injetaram 3,5 bilhões de euros (US$ 5,46 bilhões) no banco de financiamento de médias empresas para cobrir suas perdas.

Os credores alemães, entre os quais, além do KfW, se encontram cadernetas de poupança e bancos privados, colocaram 6 bilhões de euros (US$ 9,36 bilhões) até agora à disposição do IKB.

O KfW, que forneceu a maior parte deste valor, quase 5 bilhões de euros (US$ 7,8 bilhões), vai vender sua participação no IKB. EFE

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