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Presidente do Banco Central norte americano adverte sobre lenta recuperação de emprego e alto défici

Arquivo Geral

14/04/2010 13h46

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, advertiu hoje sobre a lenta recuperação do mercado de trabalho e sobre o alto déficit nos Estados Unidos, e que obrigará o Governo a tomar “decisões difíceis” para enfrentá-lo.

Nesta quarta-feira no Congresso, Bernanke disse que, em termos gerais, a economia dos EUA está no caminho da recuperação, embora tenha ainda diversos obstáculos, como a fragilidade do setor imobiliário e do mercado de trabalho, e também o alto déficit que, no pior dos cenários, poderia alcançar 9% do Produto Interno Bruto em 2020.

O mercado de trabalho, disse Bernanke, foi duramente castigado pela crise, e embora o ritmo de demissões tenha desacelerado, reconheceu que “levará tempo para restaurar os 8,5 milhões de empregos perdidos nos dois últimos anos”.

Conforme Bernanke, outra grande preocupação diz respeito ao alto déficit no país, que no ano fiscal 2009 alcançou os US$ 1,4 trilhão, 9,9% do PIB.

Bernanke explicou que a recuperação econômica já começou, mas é necessário um menor estímulo fiscal, as previsões são reduzir o déficit nos próximos dez anos ao nível entre 4% e 5%, quando a dívida pública deverá ficar em 70% do PIB.

Este cenário, no entanto, está baseado em determinadas condições, como o Governo não estender os cortes de impostos e conter os gastos públicos.

Sem estas condições, advertiu Bernanke, o déficit poderá retornar ao nível de 9% do PIB em 2020, quando a dívida alcançaria 100% do PIB.

O responsável da máxima autoridade monetária pediu ao Governo e aos legisladores que enfrentem este problema, se quiser manter “a confiança dos mercados financeiros e do público em geral”.

“Atender estes problemas a tempo é importante, não só para manter a credibilidade, mas também para levar a cabo os ajustes necessários sem apuros”, apontou.

“Em outras palavras enfrentar os problemas fiscais do país requer tomar decisões difíceis, mas adiá-las tornará mais difícil”.

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