A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, manteve nesta sexta-feira (9) conversas telefônicas com os líderes do Brasil, da Colômbia e da Espanha, aos quais manifestou a intenção de seu governo de enfrentar pela “via diplomática” o que classificou como “agressão criminosa” dos Estados Unidos.
Vários países condenaram o ataque militar americano em Caracas e em três cidades próximas, em uma operação que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro.
Rodríguez informou, em comunicado, sobre o encontro virtual com Luiz Inácio Lula da Silva, Gustavo Petro e Pedro Sánchez “no contexto da grave agressão criminosa, ilegal e ilegítima perpetrada contra a República Bolivariana da Venezuela” em 3 de janeiro.
“Reafirmei que a Venezuela continuará enfrentando essa agressão pela via diplomática”, acrescentou, pouco depois de anunciar que recebe uma comissão dos Estados Unidos e explora a retomada das relações diplomáticas com Washington.
Os mandatários defenderam “avançar em uma ampla agenda de cooperação bilateral” que respeite a soberania e o diálogo.
Ela também agradeceu a Lula e a Sánchez por sua postura contra a “agressão” sofrida pela Venezuela.
Em um segundo comunicado, também agradeceu ao emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, por sua “disposição em contribuir para a construção de uma agenda de diálogo entre os Estados Unidos e a Venezuela”.
O Catar tem atuado durante anos como mediador em negociações entre a Venezuela e os Estados Unidos.
Após o ataque, o governo catariano voltou a oferecer sua mediação e fez um apelo para “resolver as disputas por meio do diálogo”.
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