A Junta Eleitoral Nacional (JEN) informou oficialmente sobre a vitória de Obiang, candidato pelo Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), depois de apurar 100% das urnas.
Ainda segundo a JEN, a participação eleitoral foi de 93%.
Estiveram presentes ao ato de anúncio dos resultados os representantes dos candidatos da oposição que concorreram ao pleito, os chefes de missões diplomáticas e os representantes de organismos internacionais credenciados em Malabo, informou o Escritório de Informação e Imprensa do Governo da Guiné Equatorial.
Nas eleições presidenciais de dezembro de 2002, quando os quatro candidatos opositores de então decidiram retirar conjuntamente suas candidaturas em protesto contra as inúmeras irregularidades e as suspeitas de fraude, Obiang venceu com 99,5% dos votos.
Com estes resultados, Obiang, de 67 anos, e no poder desde agosto de 1979, consegue seu terceiro mandato de sete anos em eleições pluripartidárias caracterizadas, segundo a oposição, pela “maciça fraude”.
Dos quatro candidatos opositores que disputavam a Presidência com Obiang, Buenaventura Mansuy, do Partido de Coalizão Social Democrata (PCSD), ficou com 0,17% votos; Carmelo Mba, da Ação Popular (AP), 0,162%; Plácido Micó, da Convergência Para a Democracia Social (CPDS), 3,55%; e Archivaldo Montero Biribé, da União Popular (UP), 0,34%.
A oposição manifestou hoje seu desacordo com os resultados oficiais e definitivos das eleições, mas desistiu de tentar impugná-los.
Em declarações por telefone à Agência Efe a partir de Malabo, Plácido Micó disse que “os resultados não refletem a vontade do povo”.
“Para o CPDS e para mim, pessoalmente, estes resultados carecem de interesse. São números inventados para justificar uma fraude eleitoral ou um golpe de Estado eleitoral”, afirmou Micó.