O presidente da Colômbia, o esquerdista Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira (17) que recuperou o visto americano até o fim de seu mandato, em agosto, após se reaproximar de seu homólogo Donald Trump.
Em meio a uma guerra de palavras entre os mandatários, Washington retirou o visto e aplicou sanções econômicas a Petro e vários de seus familiares em setembro.
Trump chegou a ameaçar com ações militares na Colômbia após a captura de Nicolás Maduro na Venezuela, em 3 de janeiro.
Os países, historicamente aliados na região, resolveram a crise em 3 de fevereiro com uma reunião na Casa Branca, na qual concordaram em combater conjuntamente o narcotráfico.
“Meu visto para os EUA como presidente foi devolvido até o fim do mandato”, disse na rede social X Petro, que deixa a presidência em 7 de agosto, sem possibilidade de reeleição.
Ele também pediu sua retirada da lista de sanções da Ofac, que inclui narcotraficantes, terroristas e ditadores e implica em obstáculos a contas bancárias, bloqueio de bens e acesso a empresas nos Estados Unidos, entre outras restrições.
“Não há qualquer razão para estar lá”, acrescentou.
O governo Trump retirou em 2025 a certificação da Colômbia como aliada na luta antidrogas, ao considerar insuficientes seus esforços para combater os poderosos cartéis e conter seu fluxo para os Estados Unidos.
A Colômbia vive um recrudescimento da violência e é a principal produtora de cocaína do mundo, mas Petro afirma que seu governo fez apreensões recordes da droga.
Washington não incluiu Bogotá no chamado “Escudo das Américas”, aliança de 17 países criada recentemente para enfrentar ameaças à segurança, com uma forte cooperação militar e comercial entre seus membros.
AFP