Nardelli depôs perante o juiz Arthur González do Tribunal de Falências de Nova York, que supervisiona a moratória da Chrysler.
O juiz tem que aprovar qualquer decisão a respeito da gestão da Chrysler, incluindo a venda dos ativos à Fiat.
A empresa se declarou em concordata em 30 de abril depois que um reduzido grupo de investidores rejeitou a oferta do Departamento do Tesouro americano para cancelar US$ 6,9 bilhões de dívida assegurada em troca de US$ 2 bilhões em dinheiro.
O presidente da Chrysler também disse que deixará a direção da empresa e voltará a trabalhar para o fundo de investimentos Cerberus, atual proprietário da companhia.
Em 20 de maio, Nardelli anunciou que Robert Kidder será seu substituto à frente da empresa assim que for concluída a aliança com a Fiat.
Kidder já foi presidente do conselho de administração das empresas Bordem Chemical e Duracell International, e atualmente é membro da junta da Morgan Stanley, Schering-Plough e Microvi Biotech.
Perante as perguntas dos advogados que representam os credores contrários à venda da Chrysler à Fiat, Nardelli negou que Washington tenha forçado a falência da empresa, e disse que o Governo foi o único disposto a resgatar a terceira maior montadora dos Estados Unidos.
Já Jim Chapman, um dos membros do conselho de administração da Chrysler, afirmou hoje a González que a Fiat é a opção que melhor garante a sobrevivência da empresa americana.
Segundo ele, no final de 2008 as instituições financeiras americanas deixaram de fornecer fundos à Chrysler, e em 30 de abril a liquidez da firma tinha ficado reduzida a US$ 1,6 bilhão, apesar de ter recebido bilhões de dólares em ajudas de Washington desde dezembro.