“Devemos nos opor ao protecionismo em todas suas manifestações (…) especialmente as restrições injustas contra os países em vias de desenvolvimento”, disse Hu em Cingapura perante uma reunião de líderes empresariais do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).
O líder chinês ressaltou que a crise não terminou e que ainda não se encontraram soluções aos problemas que a provocaram, pelo que a recuperação da recessão está cheia de “incertezas e fatores de desestabilização”.
Hu também indicou que a China procura aumentar sua demanda interna, especialmente o consumo das famílias, para assumir seu papel de economia destinada a liderar a recuperação global, da qual, segundo sua opinião, se viram “bons sinais de cada vez maior confiança e cooperação”.
Um dos assuntos principais da agenda das reuniões do Apec em Cingapura foi precisamente o papel do gigante asiático como cabeça visível dos esforços de todo o continente por tirar a economia mundial da recessão.
Durante seu discurso, o presidente da China omitiu qualquer referência à cotação do iuane, que segundo muitos países a China mantém artificialmente baixa a fim de proteger suas exportações.
Essa política, unida à fraqueza do dólar, é motivo de crescente preocupação entre as economias asiáticas, que receiam que Pequim intervenha em sua moeda para garantir que o preço dos produtos chineses continue sendo competitivo nos mercados internacionais.