Em sua reunião, diagnosis em Pequim, com Wu Poh-hsiung, presidente do Partido Nacionalista Kuomintang (KMT, governante em Taiwan), Hu destacou a necessidade de que as duas partes impulsionem a preparação para conseguir a assinatura do acordo, que seria outro passo histórico na aproximação entre os dois Governos.
O presidente da China disse que Pequim “tomou medidas para superar a crise junto a Taiwan”, destacando que os dois povos dos dois lados do Estreito de Formosa “pertencem a uma mesma família”.
A crise afetou tanto a China quanto Taiwan, especialmente em seu setor exportador, motor das duas economias.
O Governo chinês, aproveitando o retorno dos nacionalistas ao poder em Taiwan desde 2008, utilizou a crise para se apresentar como uma “solução” contra os problemas econômicos na ilha, através da injeção de investimentos e outros acordos bilaterais.
Pequim já prometeu, por exemplo, o envio de três delegações de empresários a Taiwan para negociar compras de produtos e investimentos, uma operação já realizada pelos EUA e pela União Europeia em meses anteriores.
O Governo do KMT, liderado pelo presidente Ma Ying-jeou, apoia esta aproximação da China, mas a oposição independentista, que governou a ilha entre 2000 e 2008, é contra negociações e acordos, já que afirma que colocam em perigo a autoproclamada soberania da ilha. EFE