“Quero advertir os americanos pela última vez. Reagiremos de maneira muito firme a essas sanções. Eles perderão suas posições não só em Belarus”, afirmou Lukashenko em entrevista coletiva, segundo a agência oficial Belta.
O chefe de Estado de Belarus disse que o país não ficará de braços cruzados e que “a primeira pessoa a ser expulsa será o embaixador americano”.
“O que de mal nós fizemos aos americanos para que eles nos imponham sanções? Não gostamos dos americanos. Vamos renunciar ao dólar e vamos adotar o euro”, disse.
O presidente de Belarus afirmou que se dirigiu “dezenas de vezes” aos EUA para cooperar e resolver os problemas entre as duas nações.
“Estão sempre nos atacando e nos fazendo passar por tolos diante do mundo. Eles querem nos submeter e pisar no nosso país e no nosso povo, mas não conseguirão”, acrescentou.
“Já que os americanos não gostam que nós nos relacionemos com a Venezuela, eles que nos deixem trabalhar na América”, disse o chefe de Estado bielo-russo.
Recentemente, Belarus impôs novas restrições de vistos aos funcionários dos Estados Unidos em represália à decisão do Departamento de Estado americano de ampliar a lista de funcionários bielo-russos que não podem entrar em seu território.
No último mês, Washington incluiu funcionários do Judiciário, diretores de empresas estatais, empregados do Ministério do Interior e agentes dos serviços especiais na lista de pessoas que não podem pisar em território americano.
Nem os Estados Unidos nem a União Européia (UE), que também impôs sanções contra Minsk, reconheceram como legítimos os resultados das eleições presidenciais de março de 2006 em Belarus, das quais o atual presidente saiu reeleito. O governante americano, George W. Bush, chamou Lukashenko de “o último ditador da Europa”.
Nos últimos dois anos, o presidente bielo-russo se aproximou de dirigentes preteridos por Washington, como o chefe de Estado da Venezuela, Hugo Chávez, e o governante iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.