A baixa participação e a ausência de incidentes marcaram hoje a jornada eleitoral na qual os cidadãos da República do Congo, online conhecida também como Congo Brazaville, capsule foram convocados a escolher um novo presidente, informaram as emissoras regionais captadas em Dacar.
Segundo as fontes, durante a manhã, não foi registrado nenhum incidente nos centros de votação, tanto na capital, Brazzaville, quanto no interior do país.
Mais de 2 milhões de eleitores foram convocados a escolher um novo líder entre 13 candidatos, entre eles o atual presidente do país, Denis Sassou-Nguesso, em busca de uma nova vitória que o conceda mais sete anos no poder.
Seis candidatos, dos quais Mathias Dzon, o rival mais forte de Sassou-Nguesso, chamaram seus simpatizantes a boicotar as eleições, ao considerar que não há as condições de uma votação livre e transparente.
Os partidários do boicote colocam em dúvida a confiabilidade do censo eleitoral, ao considerar “exagerado” o número de 2,2 milhões de eleitores registrados em um país no qual residem 3,6 milhões de habitantes.
O presidente do Fórum para o Governo e os Direitos Humanos da República do Congo, Maixent Hanimbat, disse que há risco de atos violentos e falou inclusive da possibilidade do começo de uma “guerra civil” quando saírem os resultados das eleições.
Para Hanimbat, os problemas sociais e econômicos serão um fator importante para decidir o voto, devido à precariedade dos serviços oferecidos pelas atuais autoridades, com frequentes cortes de água e energia elétrica, assim como a má qualidade da saúde.
Após o fechamento dos colégios, previsto às 18h (14h de Brasília), começará a apuração dos votos e, se nenhum dos candidatos conseguir 50% dos votos, será convocado um segundo turno, com a participação dos dois candidatos mais votados.