A imprensa iraniana anunciou nesta quinta-feira a suposta prisão de uma mulher com nacionalidade americana acusada de entrada ilegal no país e espionagem, informou a agência de notícias local “Fars”.
Segundo a fonte, a mulher, identificada como Hall Talayan, de 55 anos, foi presa pela guarda fronteiriça perto da localidade de Norduz, situada a cerca de 600 quilômetros de Teerã e limítrofe com a Armênia.
A “Fars”, que cita fontes oficiais não identificadas, assegura que a mulher entrou no Irã pela Armênia sem visto e que com ela foram encontrados “aparatos de espionagem”, como “um microfone implantado em um dente”.
Essas fontes, cuja identidade não são reveladas porque aparentemente não estão autorizadas a dar informações, insinuam, no entanto, que a mulher teria pedido asilo político porque “temia por sua vida” na Armênia.
Em julho de 2009, as autoridades iranianas prenderam outros três cidadãos norte-americanos acusados de entrada ilegal no país e espionagem.
Dois deles, Joshua Fattal, de 27 anos, e Shane Michael Bauer, da mesma idade, estão na prisão iraniana de Evin desde então, à espera de um julgamento cuja primeira sessão está prevista para 6 de fevereiro.
Sarah Shourd, de 31 anos, que fazia montanhismo com eles no Curdistão iraquiano quando, aparentemente, se perderam e entraram por engano em território iraniano, foi libertada sob pagamento de uma fiança de US$ 500 mil, em setembro.
Ela também não foi julgada ainda, mas previsivelmente não voltará ao Irã apesar da exigência das autoridades locais e será processada à revelia.
Irã e Estados Unidos romperam relações diplomáticas durante a revolução de 1979, depois que um grupo de estudantes assaltou a embaixada americana e manteve 52 pessoas presas durante 444 dias.