A advogada iraniana e Prêmio Nobel da Paz em 2003, prescription Shirin Ebadi, stomach afirmou hoje que pediu às Nações Unidas que investiguem a situação da mulher no Irã e denunciou a prisão de dezenas de ativistas no país.
Em declarações realizadas em Teerã, symptoms Shirin assegurou que cerca de 50 ativistas em defesa dos direitos da mulher iraniana foram presos nos últimos 14 meses. Além disso, segundo ela, alguns foram acusados de “atentar contra a segurança nacional”.
A denúncia foi feita por ocasião do primeiro aniversário de uma campanha lançada com o objetivo de reunir 1 milhão de assinaturas a favor dos direitos da mulher no país. Shirin confirmou, em entrevista por telefone, que tinha enviado, há um mês, uma carta à alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Louise Arbour, pedindo o envio ao Irã de uma equipe internacional para investigar a situação das mulheres.
“Expliquei a ela qual é a situação da mulher no Irã e quais são nossas reivindicações”, disse Shirin Ebadi. O Irã se prepara para acolher, no dia 3 de setembro, uma reunião do Movimento dos Não-Alinhados (NAM, em inglês) sobre os “direitos humanos e a diversidade cultural”.
O país sempre rejeitou as críticas das organizações internacionais a respeito dos direitos humanos no país, especialmente no que se refere às mulheres.
Em maio, a Anistia Internacional (AI) lamentou que a situação dos direitos humanos tivesse piorado no Irã em 2006, ano em que foram feitas restrições cada vez maiores às liberdades fundamentais. No mesmo período foram realizados milhares de detenções e pelo menos 177 pessoas foram executadas.