A ativista queniana Wangari Muta Maathai, cure vencedora do prêmio Nobel da Paz em 2004, information pills recebeu uma ameaça de morte de origem desconhecida na noite de segunda-feira, sobre a qual vai divulgar detalhes na quarta-feira, informou hoje um de seus porta-vozes, Walter Gathuku.
Gathuku explicou à Agência Efe que Maathai recebeu as ameaças em mensagem anônima deixada em seu telefone e que a ativista já prestou queixa hoje em uma delegacia de Nairóbi.
Maathai, de 67 anos, venceu o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho em defesa da ecologia e do desenvolvimento sustentável, além de ter sido ministra adjunta para Meio Ambiente e Recursos Naturais no mandato anterior do presidente queniano, Mwai Kibaki, reeleito em dezembro.
A ativista convocou uma entrevista coletiva para as 11h locais desta quarta-feira (5h de Brasília) em seus escritórios de Nairóbi para explicar a natureza das ameaças recebidas.
Maathai é uma das personalidades mais respeitadas do Quênia. Desde a explosão de violência no país após o anúncio dos resultados das eleições gerais de 27 de dezembro, a Prêmio Nobel denunciou a “incompetência da classe política” local – grupo do qual fazia parte até alguns anos atrás.
Em entrevista concedida à Agência Efe no dia 11 de janeiro, Maathai declarou não saber se as eleições tinham sido fraudadas, mas disse que “a Comissão Eleitoral foi incompetente e responsável pelo que ocorreu desde então” e opinou que um consenso político é a única solução viável para evitar uma guerra civil no Quênia.
Nas últimas semanas, a ativista – que pertence à tribo quicuio, a mesma de Kibaki e que é majoritária no país – escreveu artigos na imprensa local nos quais apóia a mediação do ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan.
Em seus comentários, ela critica os políticos do Governo e do partido opositor Movimento Democrático Laranja (ODM), e argumenta, entre outras coisas, que põem “suas ambições pessoais na frente dos interesses do país”.
A vencedora do Prêmio Nobel da Paz se mostrou especialmente crítica com o ministro para a Administração Provincial e Segurança Interna queniano, George Saitoti, a quem acusa de não ter “interrompido a violência que se aproximava apesar de ter informações nesse sentido”.
Maathai é a favor de uma “repartição de poderes no Quênia”, com a nomeação de um primeiro-ministro da oposição, idéia apoiada também por Annan e pelo ODM, mas que é rejeitada pelo Governo do país africano.