Entre as questões presentes na agenda sobressai a cooperação japonesa na guerra contra o terrorismo que os EUA travam no Afeganistão. A visita de Fukuda, sua primeira viagem ao exterior desde que tomou posse, em setembro, ocorre em um momento de tensão nas relações entre EUA e Japão.
Há duas semanas, o governo japonês deu uma ordem de retorno aos navios que davam apoio no Oceano Índico à missão dos EUA no Afeganistão por causa da pressão da oposição, que controla a Câmara Alta japonesa desde julho.
Fukuda comunicará a Bush que a missão no Oceano Índico está diretamente vinculada com os interesses nacionais do Japão e que seu Governo fará os esforços necessários para retomar a provisão de combustível a navios americanos e de seus aliados.
O outro grande assunto entre os dois será a retirada da Coréia do Norte da lista americana de países promotores do terrorismo. O ministro porta-voz do Japão, Nobutaka Machimura, pediu na quarta-feira aos EUA que sejam cautelosos em sua decisão de retirar a Coréia do Norte desta lista.
A libertação dos cidadãos japoneses que a Coréia do Norte seqüestrou entre as décadas de 70 e 80 para empregá-los em sua estratégia de espionagem é um dos assuntos mais importantes da agenda exterior japonesa.