O primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gillani, disse hoje, em Londres, que quer “mais clareza” sobre a nova estratégia do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Afeganistão, antes que seu país possa responder a ela.
“Sobre a nova política, agora estamos avaliando cuidadosamente”, disse Gillani, acrescentando que “estamos vendo como vamos implementá-la e precisamos também de mais clareza”.
Esta semana, Obama anunciou o envio de 30 mil soldados adicionais ao Afeganistão para lutar contra os talibãs.
Gillani, que ofereceu uma entrevista coletiva junto com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse que não há informação de inteligência sobre o líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden.
“Eu não acho que Osama bin Laden esteja no Paquistão”, disse.
Brown prometeu hoje ao Paquistão oferecer mais apoio no combate ao terrorismo e reconheceu os “enormes sacrifícios” feitos pelo país para lutar contra o radicalismo.
Na entrevista coletiva realizada na residência oficial de Downing Street, Brown ressaltou que a ajuda de seu país irá para a reconstrução, educação e volta das pessoas deslocadas devido aos confrontos nas zonas fronteiriças entre Paquistão e Afeganistão.
O primeiro-ministro do Reino Unido prometeu oferecer 50 milhões de libras (54,5 milhões de euros) para conseguir a “estabilização a longo prazo” da região fronteiriça.
Além disso, destacou a “coragem” do Exército paquistanês que luta contra os insurgentes.
“Cumprimento a imensa coragem do Exército paquistanês, 30 mil (soldados) que lutam contra os insurgentes no Waziristão do Sul, este é um compromisso sério da população do Paquistão com o apoio de todos os partidos”, disse Brown.
“Esta é sua luta, mas é também a luta do Reino Unido”, disse o chefe do Governo britânico.
Brown não repetiu a afirmação que fez no fim de semana passado de que o Paquistão deve fazer um maior esforço para localizar Osama bin Laden.