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Premiê do Canadá adia exigência de veículos elétricos enquanto país lida com tarifas de Trump

Primeiro-ministro Mark Carney suspende exigência de 20% de vendas de EVs em 2026 e anuncia apoio a trabalhadores e setores afetados pelas mudanças comerciais, incluindo incentivos à produção de canola

Redação Jornal de Brasília

05/09/2025 14h20

Foto: Andrej Ivanov/AFP

Foto: Andrej Ivanov/AFP

Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, decidiu adiar a exigência para que montadoras atinjam metas mínimas de vendas de veículos elétricos (EVs) a partir do próximo ano, em meio ao impacto das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A meta havia sido estabelecida pelo ex-premiê Justin Trudeau, que determinou que, em 2026, 20% dos veículos de passageiros vendidos fossem de emissão zero. A retirada da exigência ocorre enquanto as montadoras absorvem os efeitos das tarifas.

“Temos um setor automotivo que, devido à mudança maciça na política comercial dos EUA, está sob enorme pressão. Reconhecemos isso”, afirmou Carney. “O mandato para EVs se soma aos problemas de liquidez e aos desafios financeiros desses produtores. Eles já têm preocupações suficientes, então estamos tirando isso da pauta.”

Carney também anunciou medidas de apoio a trabalhadores e empresas mais afetados pelas tarifas e pelas disrupções comerciais, incluindo flexibilização do seguro-desemprego com benefícios estendidos. “Não podemos mais contar com nosso parceiro comercial mais importante como antes”, disse o premiê.

O governo também lançará um novo incentivo à produção de 370 milhões de dólares canadenses (US$ 268 milhões) para apoiar os produtores de canola, após a China impor uma tarifa de 75,8% sobre o produto, em resposta à tarifa de 100% aplicada pelo Canadá contra veículos elétricos chineses. Fonte: Associated Press.

Estadão Conteúdo

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